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Filosofia
Tendo iniciado a partir da reflexão proposta na palestra mencionada, a filosofia de atuação do ECOA tem por base um preceito diferenciado de preparação da criança e do jovem para a vida cidadã. A sustentação teórica, filosófica e prática, deste programa de educação integral espelha-se em ensinamentos de educadores que marcaram a história da humanidade, como o professor, cientista e escritor checo, considerado o fundador da Didática Moderna, Jan Amos Komenský (em português Comenius); o pedagogo suiço e pioneiro da reforma educacional Johann Heinrich Pestalozzi; a educadora e médica italiana Maria Montessori; o educador, escritor e fundador da escola democrática inglesa Summerhill, Alexander Sutherland Neill. Baseia-se ainda na contribuição da jornalista, escritora e doutora em Educação, Dora Alice Colombo (Dora Incontri), residente em Bragança Paulista.
O projeto pedagógico está lastreado em pensamentos como o de A.S. Neil: “Saliento o desejo natural de aprovação em qualquer sociedade. O criminoso é aquele que perdeu esse desejo, ou, antes, que foi forçado a trocar o desejo de aprovação pelo sentimento contrário, o desprezo pela sociedade. (...) amor e aprovação curam a maioria dos jovens destruidores...”.
Princípios
O Programa de Educação Integral ECOA existe para proporcionar boa formação às pessoas, e inclui valores morais imprescindíveis. Sempre baseado em vínculos afetivos, estabelece regras de convivência que valorizam o respeito recíproco e, em substituição aos castigos e às punições, propõe diálogos permanentes, auto-análise, ajuda mútua, assembleias gerais para discutir comportamentos grupais, estimulando o chamamento à consciência e desenvolvendo mecanismos de autocorreção.
Fundamenta sua prática nos seguintes princípios:
- Amor pedagógico. Enternece, conquista, convida; forte, ativo e corajoso, não satisfaz caprichos, mas mobiliza as vontades adormecidas e lança-as na busca do melhor;
- Liberdade. Reconhece ser o outro livre para traçar seu próprio caminho e fazer suas descobertas, sem coerção ou imposição;
- Igualdade. Todos os seres são iguais, detentores dos mesmos direitos e deveres, potencialmente bons, livres e de origem divina, mas todos são seres humanos diferentes por suas experiências, contextos sócioculturais e singularidade pessoal;
- Naturalidade. Há uma natureza humana conhecida a ser respeitada. Há uma natureza do desenvolvimento físico-psíquico da criança e há uma natureza particular de cada ser;
- Punições. Abolição de castigos, respeito absoluto pelos direitos humanos; restrição total a métodos punitivos.
- Produções. Estética: poesia, canto, dança, quadros, pratos saborosos, jardins, beleza, harmonia, bom gosto;
Intelectuais: reflexões, pesquisas, debates, textos, palestras, jornal, intercâmbios, multimídias;
Sociais: campanhas sociais pela paz, pela justiça, pelo bem comum, pela natureza, etc. Atividades voltadas ao intercâmbio social, no bairro, na cidade ou fora dela, nas escolas, nos mais diversificados ambientes.
- Ação. A aprendizagem se dá pela ação livre, pois a escolha da ação, com seus frutos desenvolve o sentido da responsabilidade;
- Educação integral. Burilamento das faculdades diversas com aproveitamento ético das inteligências já desenvolvidas e estimulação das capacidades faltantes. Estímulos para a educação ética, as leis morais, educação afetiva, intelectual, sensibilização para a beleza, orientação sadia e responsável da sexualidade, a educação física no cuidado equilibrado do corpo e da saúde e a educação interreligiosa como cultivo de sentimento ao criador.
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